A mudança de rotina com a presença quase constante dos tutores em casa levanta questões sobre como isso afeta o estado emocional desses animais, algo ainda pior se os tutores adoecerem e forem isolados dos seus pets.

Estudos científicos têm comprovado que as chances de os animais pegarem, desenvolverem e transmitirem Covid-19 é pouco provável.

Mas, como a ciência caminha a passos lentos e ainda há muito o que ser descoberto sobre o novo coronavírus, alguns cuidados básicos com os animais de estimação são necessários e nunca é demais se prevenir..

Um ponto muito importante é o cuidado com a saúde mental dos pets. É cientificamente comprovado que ter um pet ou animal de estimação em casa ajuda consideravelmente a redução de sintomas de ansiedade, estresse e depressão em nós humanos 

Segundo dados de um estudo elaborado pela Human Animal Bond Research Institute (HABRI) com 2.000 pessoas com pets, 74% relataram uma melhora na saúde mental em decorrência da relação com seu animal de estimação, e 75% relatam melhora da saúde mental de um amigo ou familiar devido a presença de um pet.

A presença de um animal também contribui para a diminuição da sensação de solidão, pode ajudar com a autoestima, contribuindo para transmissão de sensação positiva e inúmeros benéficas ao organismo do ser humano. 

Mas assim como os humanos, os pets também podem ter a saúde mental afetada?

Ansiedade, depressão, comportamentos agressivos, esses são alguns dos distúrbios que podem afetar a saúde mental dos pets. Eles podem ser desencadeados por diversos motivos, desde a falta de passeios, até longos períodos sem a presença do tutor.

Um dos problemas mais comuns relatado pelos tutores é o estresse, assim como os humanos, os cães apresentam sinais quando estão estressados. Um dos sinais mais comum é a contração da mandíbula, olhar instável, inquietação, orelhas para trás, produção excessiva de saliva e latidos excessivos.

De acordo com diversos veterinários e adestradores, o estresse excessivo afeta diretamente a saúde mental dos pets provocando um desvio comportamental e até mesmo problemas físicos. Um dos exemplos mais comuns disso, é quando o pet passa a lamber excessivamente as patas desencadeando o surgimento de fungos no local.

Ansiedade, o problema mais comum durante a pandemia

Assim como nos humanos, os pets passaram a ter mais ansiedade durante esse período pandêmico. Isso porque os pets acostumaram a ficar o tempo todo com a presença dos tutores em casa e com a vida voltando ao normal lentamente os animais estão sofrendo de ansiedade por separação.

A gente sabe que os cães possuem laços extremamente estreitos com seus pais humanos. Mas isso não significa que isso seja normal. A dependência emocional em relação ao humano acaba se transformando em uma situação de pânico a cada momento de solidão.

Como prevenir os problemas mentais?

Assim como os humanos, ter uma rotina é determinante para garantir a saúde mental dos pets.

Segundo pesquisadores, a rotina do cão deve conter períodos de atividade física, atividade mental com brincadeiras interativas e também de carinho.

Em outras palavras, é importante dar carinho, mas também é preciso fazer com que o cachorro se acostume com a ausência. Isso pode ser feito  oferecendo diversas atividades para ele se ocupar neste período. É o que chamamos de enriquecimento ambiental.

Além disso, o acompanhamento de um médico veterinário de confiança  é fundamental para te auxiliar em caso de dúvidas.